Crédito: Granma | |
Leia na integra.
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Entrevistamos por e-mail o veterano líder dos panteras negras Larry Pinkney para saber um pouco mais sobre a história do Partido dos Panteras Negras (PPN), fundado em outubro de 1966 em Oakland, Califórnia, e ouvir a opinião do ex-preso político norte-americano sobre o governo de Barack Obama. Na entrevista, Pinkney confirma que, nas décadas de 1960 e 70, o governo dos EUA realizou uma guerra química para criar divisões nas comunidades negras do país E impedir o crescimento do partido.
Pergunta – Quando você decidiu fazer parte do Partido dos Panteras Negras?
Larry Pinkney – Ao se tornar claro para mim que o racismo, o capitalismo e o imperialismo estão todos interconectados e que uma organização de massas, em nível nacional, era necessária para educar politicamente e organizar os negros e outras pessoas oprimidas para denunciar e desafiar o complexo empresarial-militar que dita as regras no sistema político nos Estados Unidos, eu entrei para o Partido dos Panteras Negras.
Leia na intergraNa noite de sexta-feira, 16 de julho, cerca de 100 famílias ocuparam uma área em Brazlândia que vinha sendo visada pelos grileiros e especuladores de Brasília. A ocupação foi organizada pelo Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Sem-Teto – MTST, com o apoio de diversas organizações sociais, sindicatos, partidos e militantes independentes do Distrito Federal. Esta ocupação responde, pacificamente à violenta opressão contra a população perpetrada pelo Estado através da especulação imobiliária e os programas habitacionais inexistes para a população de baixa renda, trazendo uma nova alternativa à população que luta por moradia digna.
A ocupação contou com o apoio político e logístico de diversas entidades, a maioria delas envolvidas no processo do Brasília, Outros 50 e do Fora Arruda e Toda a Máfia, que derrubou o governador Arruda, PaulOctávio, entre outros corruptos no Distrito Federal desde novembro de 2009 até hoje. Apesar das importantes vitórias da esquerda do DF neste processo, o modelo neoliberal e as estruturas de poder historicamente constituídas no Distrito Federal continuam intactas, inclusive algumas até mais fortalecidas que antes. Esta constatação reflete-se claramente na questão habitacional, onde o PDOT imoral, ilegal e antiecológico, fruto de um processo de suborno que envolvia 420 mil reais para cada deputado distrital envolvido na sua aprovação, não foi revogado, tampouco considerado fraudulento pelo TJDFT.
As centenas de sonhos que foram novamente acesos na madrugada de sexta para sábado foram determinantes para que a população suportasse a fria primeira noite, sem estrutura, sem comida, sem nada que aquecesse o corpo além da dignidade, do companheirismo do restante do grupo e da esperança de que, daqui pra frente, a vida de todos iria mudar para melhor. Durante toda a noite já ouvíamos os planos das pessoas que, há anos vinham sonhando com uma vida digna, como o padeiro que teve sua casa derrubada pelo GDF e agora sonha em construir uma padaria para toda a população da nova comunidade que ali vai surgindo.
O que está acontecendo em Brazlândia é importantíssimo, pois marca uma nova fase de diálogo e articulação entre os movimentos populares e os movimentos estudantis, sindicais e partidos. Esta é uma oportunidade maravilhosa para a juventude das áreas centrais do DF integrarem-se à luta das outras comunidades, vivenciando a realidade da população esquecida por sucessivos governos na nossa capital, em um ambiente onde as pessoas são admiradas não pelo dinheiro que têm, mas pela coragem, determinação e companheirismo que demonstram na busca de um objetivo comum e emancipador para si e para os outros à sua volta. Se a cabeça pensa onde os pés pisam, então este intercâmbio de vivência já está demorando para acontecer.
O próximo passo para todos os que lutam por justiça social no DF é fortalecer a ocupação, fazê-la crescer e se multiplicar, torná-la um ambiente vivo, com oficinas, saraus, rodas de conversa, partidas de futebol e espaços de formação. É uma demonstração de que, mesmo no tão desagregador período eleitoral, é possível dar continuidade a um projeto popular para o Brasil, não alimentando a messiânica política do voto para mudar, mas a idéia de que é só através de muita luta e mobilização popular que conseguiremos transformar a nossa sociedade. Neste sentido, sintam-se todos convidados para virem a Brazlândia, para a ocupação onde quem manda é o povo. E o governo obedece.
Um forte abraço de luta a todos e todas,
Thiago Ávila
Militante do PSoL, pelo Coletivo Luta Vermelha, e membro da Assembléia Popular

Cerca de 600 sem-teto ligados ao MTST estão bloqueando esta manhã o trecho sul do Rodoanel, inaugurado há pouco tempo pelo Governo estadual de São Paulo.
A manifestação é contra o despejo da Ocupação Che Guevara, em Taboão da Serra (Região Metropolitana)
Além disso, exigimos o cumprimento imediato de compromissos assumidos em 2007 pelo governo com o MTST para atendimento de milhares de famílias nos municípios de Taboão da Serra, Embu e Itapecerica da Serra. Em 3 anos de negociações, as obras sequer foram licitadas.
Por conta disso, travamos o Rodoanel e esta será a primeira de várias outras ações se o problema não for resolvido.
Contatos:
Guilherme - 83754701
Vanessa - 64580165
Vagner - 67195155


Terreno ocupado em abril havia sido desapropriado em dezembro de 2009 pela Prefeitura de São Paulo para construção de casas populares, como determinado pelo Decreto 51.155
Cerca de 100 famílias desabrigadas pelas enchentes do Rio Tietê ocuparam, em 17 de abril, um terreno na Vila Curuçá, na Zona Leste de São Paulo. Um pedido de reintegração de posse foi feito em 30 de abril e expedido pela Justiça em 10 de maio, mas as famílias ainda não foram comunicadas oficialmente.
As chuvas afetaram a região entre dezembro de 2009 e março de 2010. Os antigos moradores dos bairros prejudicados discordam da chamada bolsa-aluguel, concedida pela Prefeitura como medida emergencial. Segundo líderes comunitários, a bolsa de R$ 300,00 mensais não é suficiente para pagar o aluguel de uma casa. Outra reclamação é que as moradias já foram demolidas, mas as famílias não foram indenizadas e não têm para onde ir. Nos casos mais críticos, diversas pessoas estão sem ter onde morar e sequer receberam o bolsa-aluguel.
Os representantes da comunidade alertam também para o fato de a Prefeitura não ter apresentado, até então, decisão judicial que autorize a demolição das casas, e alegam que as famílias estão sendo coagidas a deixar seus lares.
A pauta de reivindicações da comunidade foi entregue a todos os vereadores e deputados estaduais, além do MPE Habitação e Urbanismo e da Promotoria de Inclusão Social.
Na última quinta-feira, 13 de maio, a Comissão de Ocupação e Acampamento Alagados do Pantanal também acionou a defensoria pública de São Miguel Paulista.
Os líderes reivindicam as seguintes ações:
1) Suspensão da reintegração de posse movida contra as 100 famílias do Jardim Pantanal acampadas no terreno destinado à construção de casas populares;
2) Fim do processo de remoção e de derrubada das moradias no Jardim Pantanal;
3) Respeito aos direitos humanos por parte do governo;
4) Construção imediata de casas para abrigar as famílias atingidas e concessão sem custo de outra casa para quem teve a moradia demolida;
5) Indenização pelos prejuízos causados pelas enchentes, em razão do fechamento da barragem da Penha e abertura das barragens do Alto Tietê.
Mais informações:
Terreno ocupado - Rua Osório Franco Vilhena, altura do n° 900, na Vila Curuçá.
Fonte para a imprensa - Terra Livre- 7362-2841 ou - 7379-8860
OCUPAÇÃO E ACAMPAMENTO ALAGADOS DO PANTANAL!

Carta aberta aos movimentos populares, sindicatos e centrais, organizações e partidos, estudantes e demais camaradas de luta,
